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Integrated Territorial and Urban Conservation
Restoration of Architectonic and Industrial Heritage
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Dar resposta às expectativas de anteriores participantes nos cursos livres de Conservação e Restauro por nós leccionados em 2005 na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, participantes esses que pretendiam ver autonomizada e aprofundada a vertente do Restauro Urbano Integrado. | |
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Corresponder ao crescente interesse por este tema (dentro e fora do ambiente universitário) sobre o qual praticamente não existe bibliografia em português com um carácter interdisciplinar. | |
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Colmatar uma importante lacuna de formação, uma vez que não está ainda disponível em Portugal qualquer curso consistente sobre o tema da Conservação Urbana e Territorial Integrada. Existem apenas alguns pequenos módulos em cursos pós-graduados, embora geralmente de carácter não interdisciplinar, destinados em exclusivo a arquitectos ou demasiado baseados no subjectivo auto-elogio de protagonistas de uma certa reabilitação urbana. |
Em suma, ainda que em versão resumida, este é o primeiro curso em Portugal única e exclusivamente dedicado à Conservação urbana e territorial integrada e às questões interdisciplinares mais relevantes ligadas ao restauro e à conservação sustentável de centros históricos entendidos como conjuntos, indo muito para além da arquitectura e do urbanismo.
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Estudantes de licenciaturas e de pós-graduações, sobretudo das seguintes áreas: Arquitectura, Urbanismo e Planeamento do Território, História da Arte, Arquitectura Paisagista, Sociologia, Geografia, Economia, Gestão do Património, Conservação e Restauro, Museologia, História, Arqueologia, Engenharia Civil. | |
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Investigadores e docentes universitários das áreas supramencionadas ou de áreas conexas. | |
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Técnicos de autarquias e de organismos oficiais centrais, arquitectos e responsáveis por gabinetes de centros históricos, de SRUs ou GTLs; Conservadores/restauradores; Designers de mobiliário urbano; Responsáveis por edifícios históricos (igrejas e conventos, museus, casas solarengas, etc.); Técnicos de Mobilidade e Transportes; Promotores Imobiliários / Investidores. | |
| Outros interessados no tema dos centros históricos e da reabilitação urbana integrada, independentemente da sua formação. |
1. causas históricas do decaimento dos núcleos antigos (urbanos e rurais)
- mudanças sociais ocorridas durante o Romantismo; processo de industrialização; expansão urbana; novos valores urbanísticos; o caminho de ferro; generalização do automóvel; emergência de novas periferias; etc.
- avaliação do grau de decaimento em função de factores sociais e económicos, em função de intervenções urbanísticas concretas e em função da implantação territorial de cada núcleo antigo
2. os núcleos antigos encarados pelo urbanismo do século XX
- da intolerância pelas áreas urbanas antigas (Alta de Coimbra, Porto - Barredo, Braga antiga, etc.) à emergência de questões patrimoniais; noção isolada de monumento e necessidade de desafogo visual (projectos marcantes em Portugal: Sé do Porto, Vila Real – vila velha, Bragança – cidadela; Guimarães – envolvente do castelo, Beja – imediações do Convento da Conceição, Aveiro – envolvente do Convento de Jesus, etc.)
- emergência da noção de "aldeia histórica" e progressiva valorização das soluções vernaculares na arquitectura
3. núcleos antigos como conjuntos de elevado valor patrimonial
- as primeiras classificações dos "centros históricos"; projectos de reabilitação emblemáticos do último quartel do século XX, seus sucessos e falhanços (Évora, Porto, Coimbra, Guimarães, etc.)
4. tendências internacionais mais recentes no restauro de núcleos históricos como conjuntos
- As noções de RESTAURO URBANO e de conservação urbana (lntegrated Territorial and Urban Conservation); ênfase no carácter interdisciplinar das intervenções; situação actual na Europa e em Portugal; o modelo das Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU) e o exemplo pioneiro da SRU Porto Vivo
- Vantagens e fragilidades do modelo das SRUs
5. novas metodologias de restauro e conservação integrada de núcleos históricos
- Critérios de base para o restauro à escala do edifício (entre a contemporaneidade, a autenticidade e a imitação do antigo; gradação de valor na arquitectura erudita e na arquitectura vernacular; concordância estética e ambiguidades na definição de "arquitectura de qualidade"; o papel do arquitecto relativamente a outros saberes)
- Critérios para o restauro à escala do conjunto (noção do valor das partes; tipos de planos e sua articulação; estratégias de delimitação; modelos de gestão ideais; lacunas de formação técnica ainda existentes; dos critérios gerais à casuística)
- Fundamentação para a elaboração de planos de salvaguarda, reabilitação, revitalização e conservação integrada (importância da História do Urbanismo e das leis do urbanismo orgânico); necessidade de desenvolver acções baseadas na capacidade de previsão
- A importância da reabilitação de percursos (recurso aos transportes públicos para recriar percursos, indução pelo pavimento; resolução de cicatrizes urbanas; eliminação de "zonas de ninguém")
- A reabilitação de espaços públicos (mobiliário urbano; cabos aéreos; pavimentos; infra-estruturas; etc.)
- O restauro do intangível - vivências, identidades, imagens (factores estéticos e antropológicos)
- A recomposição social dos núcleos históricos (a questão da habitação social; novos residentes; segurança; limpeza; vandalismo; etc.)
- Questões de sustentabilidade económica e ambiental
- Novas/velhas formas de comércio e sua localização preferencial em função do tipo de percurso (avaliação do potencial comercial)
- Critérios para a instalação de serviços nos núcleos históricos
- A questão das alterações ao cadastro e o uso dos logradouros
- O problema do automóvel (estacionamento; circulação; cargas e descargas, etc.)
- A questão do turismo e seus impactos positivos e negativos
6. Exemplos paradigmáticos de boas e más intervenções recentes em núcleos históricos portugueses (com análise e debate de ideias):
Viana do Castelo – Polis
Braga – Campo da Vinha e Campo de Santa Ana
Guimarães - GTL
Porto - Sé
Porto 2001
Porto - Avenida da Ponte (projecto)
Porto - Barredo
Gaia ribeirinha
S. João da Pesqueira
Coimbra – Metro, Pátio da Inquisição, Baixa
Leiria – plano de pormenor e Polis
Óbidos
Castelo de Vide – Rossio
Marvão
Évora – Património da Humanidade
Monsaraz
Juromenha (projecto)
Beja – muralhas
Mértola
Castelo Rodrigo
Portalegre - Polis
Etc. (a escolha dos casos de estudo é flexível, em função dos interesses dos formandos)
Formato do curso
O curso realiza-se em formato intensivo, num total de 14 horas. Trata-se de um curso introdutivo, uma vez que o tema é vasto e complexo, estando previstos módulos de aprofundamento em alguns temas mais específicos. Brevemente daremos mais detalhes.
A próxima edição do curso de Restauro Urbano Integrado será anunciada oportunamente.
formador:
Licenciado, Mestre e Doutor em História da Arte (FLUP). Docente de História da Arquitectura e do Urbanismo no Curso Superior de Arquitectura da ESAP. Investigador do CEPESE (Universidade do Porto) e autor de numerosas publicações científicas. Há vários anos que publica artigos e apresenta comunicações e palestras sobre o tema da Conservação Integrada. É co-autor da obra "Conservação Urbana e Territorial Integrada", em curso de publicação pela editora Livros Horizonte. Em 2005, leccionou o módulo de restauro urbano do curso livre "Conservação e Restauro de Núcleos Históricos" que se realizou na Faculdade de Letras da Universidade do Porto em Fevereiro de 2005 e foi repetido em Abril desse ano. Em 2006 e 2007, Francisco Queiroz leccionou vários módulos no âmbito dos cursos de formação para activos "Planeamento, Requalificação e Reabilitação de Centros Históricos", "Concepção e Produção de Eventos de Dinamização dos Centros Históricos do Minho-Lima", e "Concepção, Gestão e Animação de Percursos em Centros Históricos" organizados pela "Setepés Formação" para a Adriminho - Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho e para a TECMINHO / Universidade do Minho. Em 2007, Francisco Queiroz leccionou também vários módulos do curso "Azulejaria e ornamentação cerâmica na Arquitectura do Romantismo - História, Técnicas, Conservação e Restauro", organizado pelo Museu Nacional de Soares dos Reis.
Saiba mais sobre o formador...
Francisco Queiroz já leccionou as seguintes edições do curso livre de Restauro Urbano Integrado:
13
e 14 de MArÇo de 2008
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização:
AEFLUP
5
e 12 de ABRIL de 2008
Local:
Edifício-sede
do Instituto Português da Juventude (Lisboa)
Organização: ARQCOOP
estatísticas e opiniões dos formandos sobre as edições do curso de restauro Urbano Integrado já realizadas
Como é hábito, dando total transparência aos resultados da nossa actividade na área da formação avançada em Conservação e Restauro, apresentámos em seguida as estatísticas e as opiniões sobre as várias edições deste curso.
estatísticas da primeira edição (Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 13 e 14 de março de 2008)
Número máximo de participantes preestabelecido - 45; Total de participantes inscritos - 48 (profissionais e estudantes das áreas da Arquitectura, Arquitectura Paisagista, História da Arte, Arqueologia, Design Urbano e de Equipamento, Conservação e Restauro, Museologia, Gestão do Património Cultural, Antropologia, História e Engenharia)
Proveniência dos participantes no curso - Grande Porto, Trás-os-Montes e Alto Douro, Região Centro (interior e litoral), Minho e Ribatejo.
Resumo das opiniões sobre este curso (dadas anonimamente e por escrito):
numa escala de 1 a 20, este curso foi classificado pelos participantes do seguinte modo:
- Quanto à capacidade científica do formador:
17, 18, 17, 17, 17, 15, "é difícil quantificar quando sabe muito mais do que nós", - , 17, 17, 19, 18, 20, 17, 15, 16, 16, 15, 16, 15, 16, 18, 19, 17, 18, 16, 18, 17, 18, 20, 16, 19, 18, 17, 17, 18, 18, 18, 20, 20
- Quanto à capacidade pedagógica do formador:
17, 18, 17, 18, 17, 17, 19, 18, 17, 16, 19, 17, 20, 19, 17, 16, 16, 15, 16, 17, 16, 18, 20, 18, 17, 16, 20, 16, 18, 20, 16, 20, 18, 15, 18, 20, 19, 16, 20, 19
- Quanto ao interesse dos temas e sua utilidade na profissão actual ou futura:
17, 18, 20, 19, 18, 18, 16, 15, 16, 17, 15, 18, 20, 16, 17, 14, 14, 12, 13, 12, 18, 18, 18, 14, 17, 15, 20, 18, 17, 18, 16, 18, 18, 15, 18, 20, 20, 12, 18, 18
- Quanto à relação custo/qualidade:
18, 16, 17, 17, 18, 15, 15, 15, 16, 15, 19, 15, 15, 18, 14, 12, 12, 10, 11, 9, 16, 17, 18, 18, 16, 14, 17, 16, 20, 18, 18, 18, 18, 17, 16, 17, 18, 12, 18, 15
Pontos fortes mencionados pelos participantes:
-
"Creio ter sido um curso que acabou com alguns tabus no âmbito da
arquitectura. Aprendeu-se neste curso o que não se dá nas faculdades por
algum receio ou por algum tipo de complexo existente relativo à nossa
cultura nacional, ou mesmo por falta de formação"
-
"Actualidade do tema"; "Pertinência do tema"; "a
temática"
-
"Temas aprofundados com conhecimento de causa"; "diversidade de
exemplos e conhecimento aprofundado dos mesmos"; "capacidade de análise";
"rigor de análise"
-
"Abrangência"
-
"Clareza de ideias" (ponto forte que foi referido mais vezes);
-
"Originalidade"; "Abertura de espírito, crítica descomprometida
e pela positiva, criatividade de soluções propostas"
-
"Perspectiva muito prática e pragmática das situações";
"a maneira de abordar questões essenciais para um correcto método
de trabalho"
-
"A capacidade de alguém formado em História da Arte «criar» e
transmitir de forma clara uma nova área do saber"
-
"acesso a muita informação interessante e pontos de vista que
servirão como ponto de partida para desenvolvimento pessoal e académico";
"boa quantidade de assuntos e exemplos"; "foi um abrir portas
para um campo em que num futuro próximo será extremamente importante trabalhar
para não se perder a identidade da nossa cultura"; "diversidade
de informação, que liberta o pensamento, não criando modelos rígidos"
-
"quantidade de casos de estudo"; "o desenvolvimento dos temas
recorrendo a exemplos/casos reais";
-
"É muito interessante a perspectiva generalizada sobre tudo, colocando
questões por forma a não ficar nada de parte, já no caminho da
união das diversas disciplinas"; "a abordagem geral de vários
temas de interesse"; "Bastante interessante a forma como se aborda e analisa os temas.
Embora algumas partes do curso não se ligassem directamente à
profissão, achei muito interessante a forma de analisar certos problemas,
coerente e justificada. Fiquei muito satisfeita em fazer parte deste
curso."
-
"facilidade de comunicação
por parte do formador" (referido mais vezes); "A forma como o orador expõe os temas foi bastante
aliciante e valorosa. Incita ao conhecimento mais profundo dos temas abordados.
Falou de forma muito clara e interventiva, e com uma fortíssima noção
de pedagogia"; "debate entre
os participantes"
- "O discurso cativante que gera interesse em continuar a evoluir dentro do tema do curso"; "capacidade de motivação"
- "Reforçou as bases teóricas também incentivadas por ciências como a sociologia e antropologia, com exemplos e soluções práticas que se aplicam na arquitectura e urbanismo. Incentiva a uma perspectiva mais real da relação entre a população e a cidade, e não meramente uma perspectiva virtual que apenas se lê no papel através dos projectos".
pontos fracos mencionados pelos participantes
-
"Falta de apoio escrito"; "não entrega de documentação"
(este ponto fraco foi referido por vários outros participantes - note-se que as
referências bibliográficas e alguns tópicos foram enviados após a
conclusão do curso)
-
"Abordagem superficial de alguns temas, condicionada pela escassez de
tempo"; "falta de tempo para debate"; "escassez de tempo
face à diversidade e ao interesse das temáticas" (este ponto fraco
foi referido mais vezes)
- "O tema, sendo demasiado vasto propicia à dispersão, o que não permite uma discussão mais profunda dos problemas. Pessoalmente, apostaria em sessões mais especializadas. Encaro este curso como uma introdução ao tema e espero poder ter a oportunidade de desenvolver algumas linhas de trabalho que apresentou. Obrigada."
- "falta de legendagem nas imagens mostradas – muitas, felizmente, e de qualidade"
- "Demasiada ênfase no comércio" (ponto fraco referido duas vezes)
- "Demasiado direccionado para os arquitectos e paisagistas"
algumas das sugestões referidas pelos PArticipantes:
-
"um terceiro dia de curso (...) estudando um caso prático no
terreno", "visita de estudo (...) no terreno" (esta sugestão
foi referida várias vezes)
- "Falar não só de Restauro Urbano das cidades e lembrar que uma parte do país está abandonada, desertificada e pobre e a necessitar de estratégias de intervenção com características e estudos específicos"
- "prever espaço/tempo de debate e estabelecimento de conclusões"
- "haver um aprofundamento, no sentido de procurar uma resposta às questões deixadas no ar"
-
"desconto no livro [Conservação Urbana e
Territorial Integrada]" (esta sugestão foi referida duas
vezes)
Comentário
do formador a estes resultados:
O
elevado valor atribuído a todos os itens (em especial nos aspectos científicos
e pedagógicos), demonstra bem a qualidade do curso, o que é motivo de grande
satisfação, atendendo sobretudo aos seguintes factores:
a)
- O facto do tema ser interdisciplinar, tendo o curso sido frequentado por um
conjunto de participantes provenientes de áreas muito diversas. Precisamente
por este facto, não nos surpreendeu que tivessem surgido algumas sugestões
contraditórias quanto ao maior ênfase que poderia ter sido dado a certos
temas. Ainda assim, esperávamos até maior contradição neste aspecto, o
que nos permite deduzir que o curso foi equilibrado nos seus conteúdos, ainda
que mais de 30% do programa previsto não tenha sido abordado – o
que se poderá talvez desculpar pelo facto de ter sido a primeira experiência
de formação avançada e intensiva em Restauro Urbano Integrado que se
realizou em Portugal.
b)
- A dificuldade do tema, uma vez que falta pesquisa sistemática em Portugal,
reflectindo-se essa falta na ausência de bibliografia específica em
português, com excepção para o livro Conservação
Urbana e Territorial Integrada, que se encontrava no prelo à época
em que esta primeira edição do curso se realizou. Por conseguinte, não
foi possível disponibilizar qualquer documentação pertinente da
autoria do formador durante a primeira edição deste curso.
c) – Na sequência dos dois pontos anteriores, a não entrega de documentação durante a primeira edição deste curso e o atraso na disponibilização da bibliografia tiveram influência na atribuição de valores menos elevados à relação qualidade-preço do curso por parte de alguns participantes. Note-se que as referências bibliográficas foram enviadas apenas após a conclusão do curso, juntamente com alguns tópicos – tal como foi expressamente solicitado. Como é óbvio, em posteriores edições do curso a lista de bibliografia e os tópicos serão fornecidos durante o decorrer do mesmo. Quanto a documentação, haverá a possibilidade de adquirir o livro Conservação Urbana e Territorial Integrada, no qual se resumem alguns dos temas abordados no curso.
estatísticas da segunda edição (lisboa, arqcoop / Instituto português da juventude, 5 e 12 de abril de 2008)
Número máximo de participantes preestabelecido - 40; Total de participantes inscritos - 40 (profissionais e estudantes das áreas da Arquitectura, Conservação e Restauro, História da Arte, Geografia e Planeamento do Território, Urbanismo, Arqueologia, História, Engenharia Civil, Arquitectura Paisagista, Sociologia, Património Cultural e Economia)
Proveniência dos participantes no curso - Grande Lisboa, Ribatejo, Região Centro, Algarve e Alentejo.
Resumo das opiniões sobre este curso (dadas anonimamente e por escrito):
Nota: em Lisboa, o inquérito feito aos
formandos seguiu um modelo padronizado (da responsabilidade da entidade
organizadora), modelo esse que não se adequava totalmente ao curso de
Restauro Urbano Integrado. Em alguns dos itens, a falta de pontuação
denota bem essa inadequação. Em outros itens, a grande disparidade de
pontuações denota uma interpretação ambígua do significado dos
itens, face à difícil aplicação dos mesmos a este curso em
concreto. Um exemplo pode ser dado com os trabalhos e exercícios, que não
estavam previstos. Alguns formandos colocaram nota negativa neste item como
forma de relatarem a sua não existência, ao passo que outros
interpretaram os exercícios como os casos de estudo, dando nota bastante
positiva ou até mesmo a pontuação máxima.
O mesmo pode ser concluído analisando-se os
resultados no item dos meios audiovisuais: as pontuações foram díspares,
desde o muito bom ao mau, certamente porque alguns formandos avaliaram a sua
quantidade e qualidade e outros formandos avaliaram o facto das condições
da sala não terem permitido que o potencial das imagens fosse devidamente
aproveitado.
Por tudo isto, alguns dos resultados em
certos tópicos de maior ambiguidade não podem ser levados em linha de
conta e algumas das pontuações mais baixas não traduzem
propriamente falta de qualidade do curso, mas sim a constatação da ausência
de determinadas abordagens, as quais nem sequer estavam previstas, pelo que não
podem ser consideradas falhas.
Ainda assim, este curso teve algumas falhas,
como se pode deduzir pela análise aos resultados e às sugestões e
comentários (infelizmente poucos, porque o inquérito foi feito depois do curso
e um pouco apressadamente).
numa escala de 1 a 5, este curso foi classificado pelos participantes do seguinte modo:
Utilidade
dos temas tratados - 5, 5, 5, 4, 5, 5, 5, 4, 4, 4, 4, 4, 5, 4, 5, 5, 5, 4, 3, 4,
5, 3, 4, 4, 5, 5, 3, 4, 5, 4, 5, 4, 4
Progressos
experimentados na aprendizagem - 5, 4, 4, 4, 5, 4, 3, 3, 4, 4, 3, 4, 5, 3, 4, -,
5, 4, 3, 4, 4, 4, 3, 4, 5, 5, 4, 4, -, 3, 3, 4, 4
Motivação
e participação - 5, 5, 4, 4, 5, 3, 5, 4, 4, 3, 4, 4, 5, 3, 4, 4, 5, 5,
3, 4, 4, 4, 4, 4, 5, 5, 4, 4, 4, 3, 4, 4, 5
Trabalhos
/ Exercícios / Actividades - 3, 2, 3, 3, -, 2, 1, 3, 3, 5, 2, 2, 4, 3, 4, -, 3,
3, 2, 3, 1, 3, 3, 4, 4, 1, 3, 3, 5, 1, 2, 3, 3
Relacionamento
entre participantes - 4, 3, 4, 3, 4, 3, 1, 3, 4, 5, 2, 1, 4, 3, 4, 4, 3, 5, 3,
3, 2, 4, 4, 5, 4, 2, 2, 3, 3, 2, 3, 3, 3
Instalações
- 3, 3, 3, 1, 2, 3, 2, 2, 3, 4, 3, 2, 3, 1, 4, 2, 3, 2, 2, 3, 1, 3, 2, 4, 4, 3,
2, 2, 2, 4, 3, 2, 3
Meios
audiovisuais - 4, 4, 3, 4, 5, 3, 3, 3, 3, 5, 2, 1, 4, 3, 4, 3, 4, 4, 3, 3, 3, 3,
4, 2, 4, 3, 3, 2, 2, 5, 4, 3, 4
Documentação
- 4, 2, 3, 2, 3, 3, 3, 3, 4, 5, 3, 2, 4, 1, 5, -, 4, -, 3, 3, 3, 2, 1, 2, 4, 3,
2, 2, 4, 3, 3, 3, 3
Utilização
dos suportes - 4, 3, 3, -, -, 3, 3, 3, 4, 4, 3, 2, 4, 4, 5, 3, 4, 4, 2, 3, 3, 3,
2, 3, 4, 3, 2, 3, 2, 5, 3, 3, 4
Apoio
técnico-administrativo - 4, 3, 4, 4, -, 3, 3, 4, 4, 5, 3, 3, 4, 3, 5, 4, 4, 2,
2, 3, 4, 3, 3, 3, 4, 4, 2, 3, 4, 4, 3, 4, 4
Apoio
prestado pelos coordenadores - 4, 4, 5, -, -, 4, 3, -, 4, 5, 4, 4, 5, 4, 5, -,
5, 5, 4, 4, 4, 3, 4, 4, 5, 4, 3, 3, 4, 4, 4, 4, 4,
Domínio
do assunto - 5, 5, 5, 4, 5, 4, 5, 5, 4, 5, 4, 5, 5, 5, 5, 5, 5, 5, 4, 4, 5, 4,
4, 4, 4, 5, 5, 4, -, 4, 3, 4, 5
Métodos relativamente aos objectivos - 5, 4, 4, 3, 5, 3, 5, 4, 4, 5, 4, 5, 5, 4, 5, 5, 5, 4, 4, 3, 4, 4, 4, 4, 4, 4, 5, 4, 4, -, 3, 3, 4, 4
Linguagem
utilizada - 5, 5, 5, 4, 5, 3, 5, 5, 4, 5, 4, 5, 5, 5, 5, 5, 5, 4, 4, 4, 5, 3, 4,
4, 4, 5, 5, 4, -, 4, 3, 5, 5
Relacionamento
com os participantes - 5, 5, 5, 4, 5, 3, 5, 4, 4, 5, 5, 5, 5, 5, 5, 5, 5, 5, 4,
4, 4, 3, 4, 4, 4, 5, 5, 4, -, 4, 3, 5, 4
Comentários
e sugestões
"Tema interessante do
ponto de vista de diversas áreas. Teria sido proveitoso algum (mais) tempo para
debate"
"Temática muito interessante mas
condicionada pelo tempo/duração"
"Maior amplitude geográfica"
"Mais exemplos práticos, bem ou mal
conseguidos"
"Devia ter uma componente mais teórica
para equilibrar com a parte prática (estudo de casos)"
"Casos de estudo em discussão
pelos formandos (sem disponibilidade de tempo para esse efeito)"
"Melhoria nos meios audiovisuais e do
espaço"
"Instalações com ar
condicionado"
"Faltou documentação de
apoio"
"Necessidade de fornecer mais documentação
e material de apoio/referências"
"Bom horário (concentração em
dois sábados)"
"Melhor gestão de tempo, de modo
a aprofundar os objectivos de acordo com o público alvo"
"Volte sempre, principalmente a Lisboa,
que também é uma cidade interessante, sempre pronta a receber!"
"Volte sempre(!) com as suas ideias e
venha connosco visitar Lisboa"
"Facilidade de inscrição e
pagamento"
Comentário
do formador a estes resultados:
Analisando os resultados quantitativos,
verifica-se que os pontos fortes deste curso foram, por esta ordem:
- o domínio do tema por parte do formador
- a linguagem franca utilizada pelo formador
- a utilidade dos temas
- o relacionamento do formador com os
participantes
-
a motivação dos formandos ao longo da formação
Os pontos fracos do curso foram os seguintes:
- as instalações onde decorreu a
formação (sobretudo o ruído proveniente dos corredores e o excesso de
luminosidade na sala)
- os escassos materiais de apoio (tendo em
conta que o tema é relativamente novo - em termos de abordagem interdisciplinar
- e os materiais de apoio da autoria do formador estavam em vias de publicação
quando decorreu o curso, não podendo ser distribuídos livremente aos
formandos)
Estes dois pontos fracos poderão ser facilmente resolvidos no futuro, até porque estará já disponível um manual de apoio em formato de livro aquando de futuras edições do curso.
veja também
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Outros cursos livres de conservação e restauro que irão decorrer brevemente | |
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