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COMUNICAÇÃO

A Casa Nobre e o Urbanismo: apropriação e criação de espaço público como estratégias de afirmação de poder

por Francisco Queiroz e Ana Margarida Portela

II Congresso Internacional "Casa Nobre: Um Património Para o Futuro"

Arcos de Valdevez 14 e 15 de Novembro de 2008

 

Foram várias as casas nobres erguidas em Portugal que projectaram o poder social dos seus proprietários através da apropriação e/ou da criação de espaço público. Estas casas nobres assumiram-se, pois, como factores determinantes na evolução urbana de diversas cidades e vilas. Apesar disso, ainda hoje é comum abordar-se essas casas nobres numa perspectiva meramente arquitectónica, menorizando ou mesmo negligenciando a perspectiva urbanística. Como resultado, temos quase sempre estudos incompletos e até redutores, passíveis de originar mistificações que poderão ser fatais no âmbito de projectos de recuperação, quer das casas nobres em causa, quer do espaço público envolvente.

Com base na nossa experiência profissional e de investigação, a comunicação centrar-se-á em alguns exemplos de casas nobres portuguesas que só podem ser verdadeiramente compreendidas com recurso a uma abordagem urbanística. Daremos especial ênfase a casas cuja construção implicou grandes alterações urbanas e, em particular, à Casa do Terreiro, em Leiria, uma vez que constitui exemplo paradigmático da importância desta questão e das suas implicações em outras áreas do saber.

 

 

 

 

 

COMUNICAÇÃO

Um modelo de cálculo para a avaliação do potencial comercial e turístico dos centros históricos

por Francisco Queiroz

"XII Encontro Nacional de Municípios com Centro Histórico", Portalegre, 26 e 27 de Outubro de 2007

 

Está hoje bastante generalizada a ideia de que a reabilitação urbana passa também pela revitalização do tecido comercial. Porém, o modo algo subjectivo e – por vezes – até mesmo equivocado como esta questão tem sido encarada nos últimos anos em Portugal evidencia bem o facto de não se ter ainda claramente assumido a reabilitação urbana como parte de um processo de Restauro Urbano Integrado. É que a revitalização do tecido comercial pode exigir, antes de mais, uma reformulação desse mesmo tecido. Tendo em conta que o comércio não se cria por decreto e não pode (nem deve) ser mantido artificialmente, há que planear essa reformulação com base em critérios objectivos e devidamente ponderados em função da sua importância. A noção de Potencial Comercial é, pois fundamental. A esta noção de Potencial Comercial liga-se também estreitamente a noção de Potencial Turístico, sendo que esta não pode ser bem entendida sem prévia assimilação dos pressupostos daquela.

A proposta de um modelo de cálculo para a avaliação do potencial comercial e turístico dos centros históricos não pretende constituir uma fórmula matemática rígida, mas sim uma síntese orientadora que favoreça maior objectividade no planeamento estratégico para os centros históricos. Por tal razão, para além de ser necessário ter em conta os principais factores que influem no potencial comercial e no potencial turístico, é também fundamental perceber qual a importância relativa destes factores e de que modo o eventual desfasamento entre Potencial Virtual e Potencial Efectivo implica - por si só - uma determinada linha de orientação, cujas acções concretas a empreender devem ser analisadas caso a caso.

 

 

 

 

 

Palestra (seguida de visita guiada)

"Arte Cemiterial Romântica no Feminino"

por Francisco Queiroz

(III Ciclo Cultural dos Cemitérios Municipais do Porto, Capela do Cemitério do Prado do Repouso, 28 de Outubro de 2006, 15 horas).

Com recurso a imagens de todo o país (e não só), tentar-se-á responder às seguintes questões:

Os túmulos do século XIX eram mais vezes encomendados por mulheres ou por homens? Porquê?

O gosto estético dos monumentos que se executavam no século XIX variava conforme o sexo de quem encomendava?

Existem obras de arte nos cemitérios portugueses executadas por mulheres artistas do século XIX? Quais?

É possível distinguir entre um monumento sepulcral dedicado a uma mulher e outro dedicado a um homem?

Como é representada a mulher nos grandes túmulos Românticos?

 

 

 

 

 

Conferência

Arquitectura do Romantismo em Portugal: revivalismo versus inovação

 

por Francisco Queiroz

 

 

10 de Fevereiro de 2006, 17 horas

Escola Superior Artística do Porto (Largo de S. Domingos)

São Pedro de Penaferrim Sintra

 

Nesta palestra serão apresentadas publicamente pela primeira vez algumas das conclusões obtidas através de vários anos de investigação sobre a arquitectura do Romantismo em Portugal.

Invariavelmente rotulada como ecléctica e revivalista, a arquitectura do Romantismo não tem sido estudada em Portugal com a profundidade e a abrangência que merece. Salvo raras excepções (quase sempre de grandes obras eruditas), a arquitectura portuguesa do Romantismo ainda tende a ser entendida como uma arquitectura desinteressante, demasiado apegada a estilos antigos e pouco inovadora. Nesta palestra serão levantadas (e parcialmente respondidas) as seguintes questões: Quando, como e porquê surgiram os revivalismos na arquitectura do século XIX em Portugal? Definir e explicar a arquitectura do Romantismo através dos revivalismos será suficiente? Na arquitectura do Romantismo em Portugal predominou mais a alternância, a continuidade ou a coexistência mais ou menos aleatória das estéticas? Quais os revivalismos que mais perduraram e em que género de arquitectura? Como se processou a passagem dos revivalismos da arquitectura erudita para a arquitectura vernacular? Os revivalismos na arquitectura do Romantismo implicaram forçosamente a inexistência de inovação?

 

Esta conferência constitui uma aula aberta do IV Programa de Doutoramento "Problemas de la Arquitectura y Ciudad Moderna: Teoria, História, Proyecto", biénio 2005-2007, da Universidad de Valladolid e da Escola Superior Artística do Porto. A assistência à mesma é livre.

Previsivelmente, o tema desta conferência será objecto de uma nova conferência, em data a anunciar oportunamente. 

 

 

 

 

 

Congressos, colóquios e jornadas onde Ana Margarida Portela e/ou Francisco Queiroz já participaram com comunicações:

 

"XII Encontro Nacional de Municípios com Centro Histórico" (Portalegre, 26 e 27 de Outubro de 2007)

I Jornadas do Património (Ovar, 21 e 22 de Junho de 2007). 

Workshop "The splendour of sculpture in European Cemeteries" (Verona, Itália, 28 e 29 de Setembro de 2006).

Seminário Comemorativo dos 250 anos da Real Companhia Velha (Auditório da Real Companhia Velha, Vila Nova de Gaia, 7 e 8 de Setembro de 2006).

I Congresso Internacional "Casa Nobre: um Património para o futuro", Arcos de Valdevez, 10 a 12 de Novembro de 2005.

Comemorações dos 150 anos do Cemitério de Agramonte (Porto, 24 de Setembro de 2005).

VII Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte (Porto, Póvoa de Varzim, Barcelos e Viana do Castelo, 20 a 23 de Junho de 2005).

Congresso "Repensar as Cidades – Novos tempos para as velhas cidades" - Projecto Atlante (Porto, 6, 7 e 8 de Junho de 2005).

"X Encontro Nacional de Municípios com Centro Histórico" (Nazaré, 19 a 21 de Maio de 2005).

Ciclo "Conferências no Museu", Museu do Vinho do Porto (13 de Maio de 2005).

"Curso de História da Arte em Gaia e no Grande Porto" - ciclo de palestras no Solar dos Condes de Resende, Vila Nova de Gaia (organização da Confraria Queirosiana): 29 de Janeiro de 2005.

"O Vinho do Porto em Gaia & Companhia" (Vila Nova de Gaia, 10 e 11 de Dezembro de 2004).

"III Congresso Internacional de História da Arte" (Porto, 17 a 20 de Novembro de 2004).

"IX Encontro Nacional de Municípios com Centro Histórico" (Mértola, 21 a 23 de Outubro de 2004).

2º Encontro Internacional “História da Vinha e do Vinho no Vale do Douro” (Porto, Vila Real, S. João da Pesqueira e Régua, 14 a 17 de Outubro de 2004).

"IV Simposio de la Asociación Internacional de Historia Y Civilización de la Vid y el Vino" (Haro – Espanha, 12 a 16 de Junho de 2004).

"Congresso Histórico D. Afonso – 4º Conde de Ourém" (Ourém, 6 a 8 de Novembro de 2003).

"VIII Encontro Nacional de Municípios com Centro Histórico" (Porto, 23 a 25 de Outubro de 2003).

"III Jornadas de História e Património Local – Mosteiro de Leça do Balio: 1000 anos de história" (Leça do Balio, 17 e 18 de Outubro de 2003).

"IV Colóquio Internacional – Em busca da História das Mulheres Portuguesas: As mulheres e a família, encontros e desencontros" (Porto e Vila Nova de Gaia, 5 e 6 de Junho de 2003).

"II Congresso Internacional de História da Arte" (Porto, 14 a 17 de Novembro de 2001).

"II Congresso Internacional do Barroco" (Porto, Aveiro e Arouca, de 18 a 23 de Junho de 2001).

"II Jornadas de História e Património Local - 1899-1999: cem anos de indústria em Matosinhos" (Matosinhos, 19 e 20 de  Novembro de 1999).

"I Jornadas do Ferro Forjado" (Salão Nobre do Palácio da Justiça de Coimbra, 11 e 12 de Dezembro de 1999).

"III Congresso de Arqueologia Peninsular" (Vila Real - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 22 a 26 de Setembro de 1999).

"Jornadas do Ferro Forjado" (Galeria da Livraria Minerva, Coimbra, 25 de Setembro de 1999).

"I Congresso da Diocese do Porto: Tempos e Lugares de Memória" (Porto e Arouca, 5 a 8 de Dezembro de 1998).

 

 

Saiba mais sobre os cursos livres intensivos de Conservação e Restauro a ministrar por Ana Margarida Portela e Francisco Queiroz

 

ver também Actividade de investigação em história da arte

VER tAmbém consultoria na área do estudo e reabilitação de edifícios históricos e de centros históricos

 

Ana Margarida Portela e Francisco Queiroz, 2004-2008

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